Ucrânia acusa Rússia de ter "declarado guerra" e pede que Putin retire tropas
A Ucrânia anunciou a convocação de seus reservistas após a ameaça russa de intervenção militar na Crimeia; país se "encontra à beira do desastre"
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Soldados ucranianos protegem entrada de base da infantaria enquanto tropas russas chegam na região
A Ucrânia se "encontra à beira do desastre", após a "declaração de guerra" feita pela Rússia, declarou neste domingo o primeiro-ministro Arsenii Iatseniuk. "É o alerta vermelho. Não é uma ameaça, é, na verdade, uma declaração de guerra ao meu país", disse.
"Nós pedimos para que o presidente Putin retire suas forças armadas e cumpra suas obrigações internacionais, assim como os acordos bilaterais e multilaterais entre a Rússia e a Ucrânia", acrescentou.
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Kiev convoca reservistas e põe militares em alerta de combate
"Se o presidente russo quer ser o presidente que iniciou uma guerra entre dois países vizinhos e amigos, entre a Ucrânia e a Rússia, ele está perto de alcançar este objetivo. Estamos à beira do desastre", disse Iatseniuk, falando em inglês durante um pronunciamento para a imprensa no Parlamento.
"A Rússia não tinha qualquer razão para invadir a Ucrânia e nós acreditamos que nossos parceiros, assim como toda a comunidade internacional, apoiarão a manutenção da integralidade do território ucraniano, e farão o possível para impedir este conflito militar provocado pela Rússia", afirmou.
A Ucrânia anunciou neste domingo a convocação de seus reservistas após a ameaça russa de intervenção militar em seu território.
Ucrânia convoca reservistas e põe militares em alerta de combate
Expectativa de intervenção militar russa na Crimeia motivou mobilização de unidades militares ucranianas para 'defender a unidade territorial' do país
![[Imagem: forcas-armadas-ucrania-sevastopol-ap.jpg]](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_tvUiL2noYk4wTZX9-2-joHC69Pnlitb7OFW4BguHD9VeAV3tgHJDcqE1j_eIxrqlQwTQmLUaw9bg=s0-d)
Soldados das Forças Armadas da Ucrânia patrulham cidade fronteiriça em meio a tensão com a Rússia
O Ministério da Defesa da Ucrânia mobilizou neste domingo os reservistas e ordenou que os comandantes militares colocassem em estado de alerta de combate suas unidades devido à intervenção militar russa na península da Crimeia.
O secretário do Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia (CDSN), Andrei Parubi, anunciou a convocação dos militares em um pronunciamento diante da imprensa na Rada Suprema (Legislativo), reunida hoje em Kiev.
Parubi acrescentou que a convocação dos reservistas só afetará "aqueles que o Ministério da Defesa considere necessários". "Precisamos de um exército unido, necessitamos de ações coordenadas", ressaltou.
O responsável deste órgão adjunto à presidência assinalou também que foram dadas instruções para que o Conselho de Ministros "aloque imediatamente todos os recursos necessários para defender os direitos dos cidadãos e a unidade territorial da Ucrânia".
![[Imagem: info-estatico-mapa-crimeia-terra.jpg]](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_sCFzPY8BkJT04_ZpLv0Dh2kintDu-9srJDviqTlwgslFY2vnzfxRG1Ef2gvKYs50SBxc2aZTUTDw=s0-d)
Igualmente, o Ministério das Relações Exteriores deve dirigir-se sem demora aos órgãos correspondentes dos países signatários do Memorando de Budapeste - Estados Unidos e Reino Unido - para manter consultas urgentes e garantam a segurança da Ucrânia.
Este tratado, que foi assinado em dezembro de 1994 na capital húngara, garante por parte dos países signatários (também Rússia entre eles) a segurança da Ucrânia, sua soberania e integridade territorial depois que renunciou às armas nucleares herdadas da União Soviética.
O Ministério do Interior foi encarregado de reforçar a proteção das instalações energéticas do país e outras infraestruturas estratégicas.
Parubi acrescentou que ordenou a criação de um Estado-Maior operacional liderado por ele mesmo e que inclua os representantes dos órgãos centrais do poder na Ucrânia, para reagir à situação na república da Crimeia.
Mais de 300 são detidos em Moscou por gritar "não à guerra" na Crimeia
Fonte: Terra
Fonte: Guerra Russia X Ucrânia»
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"Nós pedimos para que o presidente Putin retire suas forças armadas e cumpra suas obrigações internacionais, assim como os acordos bilaterais e multilaterais entre a Rússia e a Ucrânia", acrescentou.
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"A Rússia não tinha qualquer razão para invadir a Ucrânia e nós acreditamos que nossos parceiros, assim como toda a comunidade internacional, apoiarão a manutenção da integralidade do território ucraniano, e farão o possível para impedir este conflito militar provocado pela Rússia", afirmou.
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O secretário do Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia (CDSN), Andrei Parubi, anunciou a convocação dos militares em um pronunciamento diante da imprensa na Rada Suprema (Legislativo), reunida hoje em Kiev.
Parubi acrescentou que a convocação dos reservistas só afetará "aqueles que o Ministério da Defesa considere necessários". "Precisamos de um exército unido, necessitamos de ações coordenadas", ressaltou.
O responsável deste órgão adjunto à presidência assinalou também que foram dadas instruções para que o Conselho de Ministros "aloque imediatamente todos os recursos necessários para defender os direitos dos cidadãos e a unidade territorial da Ucrânia".
Igualmente, o Ministério das Relações Exteriores deve dirigir-se sem demora aos órgãos correspondentes dos países signatários do Memorando de Budapeste - Estados Unidos e Reino Unido - para manter consultas urgentes e garantam a segurança da Ucrânia.
Este tratado, que foi assinado em dezembro de 1994 na capital húngara, garante por parte dos países signatários (também Rússia entre eles) a segurança da Ucrânia, sua soberania e integridade territorial depois que renunciou às armas nucleares herdadas da União Soviética.
O Ministério do Interior foi encarregado de reforçar a proteção das instalações energéticas do país e outras infraestruturas estratégicas.
Parubi acrescentou que ordenou a criação de um Estado-Maior operacional liderado por ele mesmo e que inclua os representantes dos órgãos centrais do poder na Ucrânia, para reagir à situação na república da Crimeia.
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Fonte: Terra
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