terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A VERDADE SOBRE Marcha pela "defesa da família" chega ao Luxemburgo este domingo

Marcha pela "defesa da família" chega ao Luxemburgo este domingo



Depois de Madrid, Roma, Paris, Berlim, Bucareste, Varsóvia e Budapeste, o Luxemburgo é a oitava capital europeia a juntar-se ao movimento de cidadãos que estão contra a adopção de crianças pelas uniões homossexuais.



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O Luxemburgo é a oitava capital europeia a associar-se ao movimento de defesa da família, que se realiza este domingo, na capital. Em Paris (na foto), nos últimos tempos têm sido frequentes as manifestações contra a união de homossexuais e a adopção de crianças por parte de casais do mesmo sexo.



No próximo domingo, dia 2 de Fevereiro, pelas 15 horas, no parque Kinnékswiss, perto do Glacis, centenas de pessoas vão encontrar-se para dizer que é preciso defender a família.



"Por toda a Europa os governos apressam-se a aprovar leis que estão a pôr em causa o nosso modelo social e de família. O Luxemburgo não é excepção e por isso não podemos ficar quietos. Queremos sobretudo obrigar o Governo a dialogar, a ouvir a sociedade civil", diz Étienne Blanche, um dos impulsionadores do encontro na capital.



O Governo luxemburguês já disse que, ainda este ano, vai fazer aprovar uma nova lei que permita o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. Étienne Blanche diz que teme "que o governo se torne mais uma vez autista nesta questão".



"O Governo vai fazer com o casamento entre pessoas do mesmo sexo e com a adopção de crianças o mesmo que está a fazer com o ensino da religião na escola. Apesar de haver uma sondagem que diz que a maioria dos residentes no Luxemburgo aprova o actual modelo de ensino de religião, o Governo ainda assim insiste em alterar as coisas, mesmo contra a vontade da população", afirma Étienne Blanche.



No domingo, os participantes no encontro do parque Kinnékswiss querem sobretudo mostrar que "defendem a família e que estão contra a adopção de crianças por uniões do mesmo sexo".



"Estamos numa época em que agora se autoriza a união de pessoas do mesmo sexo, depois vem a adopção de crianças e chegaremos a um ponto em que até será possível legalizar a adopção através das 'barrigas de aluguer'. Temos que reagir e demonstrar que a população exige, pelo menos, um debate alargado na nossa sociedade", afirma Étienne Blanche ao CONTACTO.



No final da tarde de domingo, os participantes vão montar guarda à porta da Embaixada de França, na capital.



"Aqui no Luxemburgo há um grupo de 'veilleurs' (sentinelas, em português) que se reúne regularmente à frente da embaixada gaulesa. É um grupo que se solidariza com a luta que está a ser feita em França contra as alterações introduzidas pelo actual governo francês e que estão a destruir completamente a família como a conhecemos desde sempre: um homem e uma mulher, pai e mãe. Aproveitando esse movimento, nós vamos também montar guarda à frente da Embaixada francesa", diz Étienne Blanche.



A organização do encontro do próximo domingo diz que nasceu de um "colectivo de cidadãos" que se foi organizando através de boca-a-boca. O grupo conta com a presença de franceses, belgas, luxemburgueses e espanhóis.



"Nós somos católicos, mas a Arquidiocese do Luxemburgo não está envolvida na organização do encontro do próximo domingo", diz Blanche.



O encontro vai terminar com um copo de vinho quente. A organização tem uma página no Facebook ( veilleurs.lux ) e no Twitter ( lux_veilleurs ).



Domingos Martins



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